domingo, 14 de novembro de 2010

És um homem ou és um rato?

Não estivesse eu na casa dos 30 e já tivesse passado por algumas relações e acabaria na ala de psiquiatria de um qualquer hospital para malucos. Dei por mim parada em lingerie em frente ao espelho a avaliar o que via. Ora que não é para me armar em manequim da Victoria's Secret, mas também não sou nenhum camafeu, por isso e por mais que me digam “tens de aprender a lidar com a rejeição”, lamento mas não tenho. Uma mulher, digo eu, nunca deveria ser rejeitada! Mas vamos por partes. São 04h00 algures numa ilha do Golfo da Tailândia. O suor corre-me pelo corpo como o leito de um rio apressado em direcção à foz. Suspiro, contorço-me na cama, penso e repenso na atitude a tomar... De rompante entro na cama dele. Ele, é o meu ex, o tal que se “colou” à minha viagem de férias. O tal a quem a minha ex-melhor amiga (traidora!) decidiu seduzir durante a minha viagem. O golpe, chamemos-lhe assim, talvez tenha sido baixo, mas que tinha eu a perder? Tudo naquele país cheirava a sexo, eu sentia-me numa guerra com a minha ex-melhor amiga, e na hora de entrar na batalha gosto pouco de preliminares e avanço com a artilharia pesada! Avancei... e imagine-se... ele mal se mexeu. Pior, sentiu-se ameaçado. Encolheu-se, virou-se de lado e segurou a minha mão com medo que cinco safados dedos irrompessem em território interdito! Senti-me um bicho-papão daqueles das histórias de encantar a atacar a pobre menina indefesa. A única diferença é que a “menina indefesa” tem 30 anos e e foi em tempos um 'macho-man. Mas afinal, no passado, eu namorei com um homem ou com um rato? Ora Maria Diná aperaltou-se com uma camisa de noite tamanho “para lá de pequeno” e vestiu uma lingerie ainda mais reduzida e o senhor nem sequer quis ver de perto? Pois bem sei que levantar suspeitas sobre a performance sexual de um macho latino é o pior que uma mulher pode fazer, mas depois de tal atitude não me contive. “És um gay! Repensa a tua sexualidade! Nunca estive na cama com alguém tão fraco!”, atirei-lhe. Ele de tão ofendido não me fala. Eu na verdade penso que ele nada mais diz porque não há argumento que valha na justificação de tal falhanço. Acredito que os exemplares masculinos com quem “privei” na minha vida até então não eram máquinas, mas o que é certo é que nunca nenhum deles me deixou “sozinha a cantar um dueto”. Como diz o velho ditado... “Há sempre uma primeira vez para tudo”. Pois há... Mas não me peçam para aprender a lidar com a rejeição!

06 de Novembro de 2010

Sem comentários:

Enviar um comentário